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alguns dos grandes escritores brasileiros o que eles estão achando dessa crise

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“Caros amigos, olhem que legal: eu estava em frente ao meu armário, diante dos meus livros, e aí resolvi perguntar a alguns  dos grandes escritores brasileiros o que eles estão achando dessa crise. Olhem o que eles responderam:  Drummond - E agora, Jose? Olavo Bilac- O medo é o pai da crença Monteiro Lobato- Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê Manoel Bandeira - Vou-me embora para Pasárgada Rubem Alves - Ostra feliz não faz pérolas Ruy Castro - O mal-humorado é alguém sem imaginação Machado de Assis - Divindade não destrói sonhos, Capitu, somos nós que não fazemos acontecer Luís Fernando Veríssimo - O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença  José de Alencar - O amor, porém, é contagioso... Vinicius- De tudo ao meu amor serei atento Guimarães Rosa - Viver é um rasgar-se e remendar-se Euclides da Cunha - Viver é adaptar-se Clarice Linspector - Nāo ...

"O Poder do Bem"

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AO VIVENCIAR ALGUMA EXPERIÊNCIA TRAUMÁTICA, É COMUM TER A PERCEPÇÃO  DE QUE OUTROS EVENTOS OCORRAM, CURIOSAMENTE E COINCIDENTEMENTE, PARA O MESMO FIM NEGATIVO – POR VEZES, ATÉ EM UM CURTO ESPAÇO DE TEMPO.  Nesse sentido, a expressão popular “não existe nada tão ruim que não possa piorar” é adotada como lema de vida. Assim, os episódios ruins ocorrem em efeito cascata, dando, à pessoa azarada, a impressão de que há uma conspiração desfavorável do universo  contra si. Entretanto, é necessário se vincular ao pensamento “vai dar tudo certo”, pois, da mesma maneira que a negatividade pode acarretar maus sentimentos, a positividade é capaz de gerar diversos benefícios. EM DIA COM A CIÊNCIA Apesar de não existirem comprovações precisas de que uma maré desfavorável é capaz de existir, é importante considerar que sentimentos negativos crônicos podem originar uma vivência mais difícil para o indivíduo. Afinal, muitas vezes, ao entrar em contato com situações triste...

Desafio e resposta

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‘O estímulo humano aumenta de força na razão direta da dificuldade’ (Toynbee) O acrônimo VUCA - Volatility / volatilidade, Uncertainty / incerteza, Complexity / complexidade, Ambiguity / ambiguidade -, criado por T. Owen Jacobs no livro Strategic Leadership: The Competitive Edge, popularizou-se entre os estudiosos do fenômeno da liderança a partir de sua adoção pelo War College, do Exército dos EUA, na década de 2000. Os termos servem para definir as principais características do ambiente na era da informação, que influenciam os líderes nos níveis político e estratégico na tomada de suas decisões. A VOLATILIDADE MANIFESTA-SE PELA EXTREMA VELOCIDADE DOS ACONTECIMENTOS, PELA NATUREZA EFÊMERA E DINÂMICA DAS RELAÇÕES, QUE EXIGEM CONSTANTES ADAPTAÇÕES E REALINHAMENTO DE PLANEJAMENTOS E ESTRATÉGIAS . Lembra que, nos dias de hoje, mesmo a informação mais atual pode ser insuficiente para subsidiar uma adequada tomada de decisão. Reforça que líderes devem estar em condições de se ant...

O espelho enevoado

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Toda a sua mente é um nevoeiro que os toltecas chamam de mitote . Sua mente é um sonho em que mil pessoas conversam ao mesmo tempo e ninguém entende o outro. Essa é a condição da mente humana – um grande mitote , e com esse grande mitote você não consegue enxergar o que realmente é . Na Índia, eles chamam o mitote de Maya o que significa “ilusão”. É a noção pessoal do “eu sou”. Tudo em que você acredita sobre si mesmo, sobre o mundo, todos os conceitos e programas que você tem na mente, todos formam o mitote . NÃO CONSEGUIMOS VER QUEM REALMENTE SOMOS; NÃO CONSEGUIMOS PERCEBER QUE NÃO SOMOS LIVRES. POR ISSO, OS SERES HUMANOS RESISTEM À VIDA. ESTAR VIVO É O MAIOR MEDO QUE OS HOMENS POSSUEM. A MORTE NÃO É O MEDO QUE TEMOS; NOSSO MAIOR MEDO É ASSUMIR O RISCO DE ESTAR VIVO - O RISCO DE ESTAR VIVO E EXPRESSAR O QUE SOMOS NA REALIDADE . SIMPLESMENTE SERMOS NÓS MESMOS É O MAIOR MEDO dos seres humanos. Aprendemos a viver nossa vida tentando satisfazer as exigências de outras pess...

Entre remorso e ansiedade, Leandro Karnal

Entre remorso e ansiedade Remorso pelo que houve e ansiedade pelo que pode vir são uma dupla irracional Leandro Karnal, O Estado de S. Paulo 01 de janeiro de 2020 | 03h00 Chegamos a 2020. Quando eu era adolescente, fazíamos o cálculo de quantos anos teríamos no ano 2000. Eis que já se passaram duas décadas daquele horizonte de futuro. O tema não é ideal para sentimentos de ano novo, mas nos próximos 30 anos terminará a maior parte da geração baby boomer , aquela que assistiu à emersão do admirável mundo novo da tecnologia e viu surgir o computador, o celular e a internet. Já somos testemunhas estranhas de coisas como datilografia, telegrama ou mimeógrafo. Depois de nós, nenhum ser vivo terá usado isso e apenas museus de tecnologia mostrarão a jovens nascidos na década de 2020 os aparelhos que eles, talvez, comentarão com piedade similar àquela com que observamos machados do paleolítico: “nossa, eles usavam isso”. ANO-NOVO NÃO É LUGAR DE MEMÓRIA DO PASSADO, MAS DE PROJEÇ...

Cinzas do Norte, Milton Hatoum [Se a vida é imitada pela arte, a arte não limita a vida]

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Tinhas cinco anos. Nos dias de chuva saias sozinho para brincar no quintal, no beco, e tua mãe se preocupava com doenças: tifo, febre amarela, papeira... Jano temia outras coisas. Numa manhã de aguaceiro, Macau te encontrou perto da Legião Brasileira de Assistência brincando com uns meninos pobres das palafitas do centro. “Mundo só se dá com caboquinhos”, teu pai dizia a Alícia. “As crianças da vizinhança são filhos de casais distintos, mas ele só procura os selvagens.” Tua mãe quis te aproximar dos garotos das redondezas do palacete, filhos de grandes comerciantes e magistrados. Foi um desastre. Tu ficavas ensimesmado numa redoma de mau humor e mutismo, desprezando aviões metálicos, ursos que tocavam tambor, carrosséis com cavalinhos coloridos e toda a tralha de brinquedos elétricos adquiridos de um contrabandista conhecido de Corel. Tua mãe percebeu que tua maior diversão era perambular na chuva e teu maior prazer era desenhar. E tu querias ficar sozinho para fazer as duas coisas. E...

Liquidação [Carlos Drummond de Andrade] e negociata [Carlos F. Vilar]

"A casa foi vendida com todas as lembranças todos os móveis todos os pesadelos todos os pecados cometidos ou em via de cometer a casa foi vendida com seu bater de portas seu vento encanado sua vista do mundo seus imponderáveis por vinte, vinte contos." Tudo que havia nela vendeu-se em suaves mas reptícias combinações de pares parecidos demais afastando mentiras. Ali nunca houve mesmo união boas lembranças e sorrisos sinceros além de orçamentos calculados e chororôs de não poder. Foi vendida ela, limpa de histórias por sorte de alguém  aos vinte contos e de quem não morava mais ali após vinte anos. Lavou-se as mãos, os olhos, assinou-se o que nem deveria e partidos, separados, cada um em seu quadrado, seguindo nos aprendizados preferidos nem sempre buscados.