ALTRUÍSMO - EGOÍSMO = EQUILÍBRIO




Filipenses 2:19-24 (NTLH)
Planos de Timóteo e de Epafrodito
19Se for da vontade do Senhor Jesus, espero poder logo lhes enviar Timóteo para que eu fique animado quando receber notícias de vocês.
20Pois Timóteo é o único que se preocupa com vocês como eu me preocupo e é o único que, de fato, se interessa pelo bem-estar de vocês.
21Pois todos os outros se preocupam com os seus próprios interesses e não com os de Jesus Cristo.
22E vocês sabem muito bem como Timóteo provou o seu valor. Ele e eu, como se fôssemos filho e pai, temos trabalhado juntos no serviço do evangelho.
23Portanto, espero enviá-lo a vocês logo que eu souber como vão ficar as coisas aqui para mim.
24E, confiado no Senhor, penso que eu mesmo poderei ir logo até aí.

O que há aqui, quando se toma o contexto deste trecho, é que Paulo antes procurou outras pessoas para ir a Filipos. E não achou. Eles estavam preocupados com interesses diversos do que comissionado por Jesus, pelo Evangelho. Tinham em si mesmos algo que lhes valia mais do que Isso.

Tira-se deste trecho uma boa revelação: a do equilíbrio. Sim, equilíbrio entre egoísmo e altruísmo.

Enquanto tantos procurados negaram-se ao favor que Paulo lhes pediu, o apóstolo encontrou Timóteo, considerado por ele mesmo seu filho na fé, que embora pudesse ser (como historiadores indicam) franzino e frágil fisicamente, em espírito era forte e abnegado, doando-se ao Evangelho como a única coisa importante em sua vida. Doando-se à missão que em verdade cabe a todos nós, de termos em bom equilíbrio os interesses de Deus, por Seu Filho Jesus, a Quem devemos a própria vida, em gratidão pela oportunidade de nos salvar por meio de Seu próprio Sacrifício, ao invés de colher algumas das várias desculpas disponíveis que poderíamos arrumar para a ocasião de uma viagem a Filipos para ajudar o “outro”.

Quantas vezes paramos para analisar qual a real motivação por detrás de nossas ações? Elas estão em consonância com a Palavra, com a Vontade de Deus? A resposta embora pareça aos psicólogos e psicanalistas algo muito profundo e digno de se tornar uma ciência, é muito muito simples. Em gratidão ao que nos foi feito pelo Unigênito, como poderíamos colocar “na balança”, sendo realmente justos diante dessa questão, o que nos foi e é dado todos os dias, de Graça, e os nossos interesses?

Vamos adiante com essa resposta, porque é dela que virá a noção de equilíbrio entre egoísmo e altruísmo.

Sim, todos temos vontades, desejos, sonhos, objetivos. Mas eles estão em acordo com a Vontade de Deus para nós? De acordo com Seus Planos traçados para nós antes mesmo de nascermos?

Se não vamos a Filipos, somos egoístas porque colocamos outros “ídolos”, outros “deuses”, em primeiro lugar, colocamos a carne, ou simbolicamente, nossos desejos, antes da “cabeça”, ou simbolicamente, o próprio Jesus Cristo. Se nos doamos completamente à missão que nos foi delegada por Jesus, estaríamos sendo altruístas e nos deixando a nós mesmos em último plano?

Aí entra em questão a humildade. Colocamo-nos às vezes, anos à frente de nós mesmos,  de nosso tempo atual, querendo controlar tudo que estivesse a nossa volta, e ainda mais, os mais “espertos”, querendo até mesmo controlar as situações que ainda viriam, querendo impor à realidade a sua própria vontade. Isso não é demais?

Mas se formos suficientemente humildes, reconheceremos que assim jamais alcançamos felicidade, que teria hoje em dia o apelido de “sucesso”, porque sempre queremos mais, como bichos em busca de caça, com uma fome pelo que é material que somente nós humanos é que temos, e estamos destruindo o planeta com essa ganância, deixando outros morrerem de fome, matando por celulares, biciletas e coisas assim, que a publicidade nos empurra mentes adentro, ou como se diz, “goela abaixo”.

É preciso sim querer, mas querer o que é certo, o que importa. E viver em gratidão a Jesus, pela própria vida – você tem algo maior que isso, maior chance que essa? – é justificativa suficiente para nos darmos ao outro para mostrar-lhes como a vida do cristão é plena, tanto de batalhas, mas sobretudo de vitórias!

Isso é o Evangelho, o altruísmo que se pode entender deste trecho, e que Paulo encontrou na disposição e na humildade de Timóteo, que sendo altruísta, em verdade agia em perfeito equilíbrio com o interesse seu, correto, de servir em troca e gratidão pela própria vida.

Se nos deixamos levar por elogios, com orgulho, ou nos deixamos ressentir, com dores re-sentidas, estamos focando no nosso eu, e isso é egoísmo. Mas se navegamos entre estes extremos, teremos sabe o que? Mansidão. O selo de quem tem a sabedoria de ser humilde, sem apressar nem atrasar, pacientemente, o que naturalmente vai no fluxo da própria Criação, e este “respeito” ao que podemos aceitar da Vida, é também a humildade do altruísta, porque deixa que Deus conduza seus dias.


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