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"Estados: mais um custo da Nova Matriz" (Cristiano Romero)

Estados: mais um custo da Nova Matriz Valor Econômico - 13/03/2019 às 05h00 Um dos maiores equívocos cometidos pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff (2011-maio de 2016) foi liberar os governos estaduais do cumprimento de sua parte na meta fiscal do setor público consolidado (União, Estados e municípios). Desde a renegociação das dívidas dos Estados, em 1997, esses entes da Federação entregavam anualmente à União superávit primário de 1% do PIB. Não havia falha: em caso de inadimplência, o governo federal se apropriava de receitas próprias dos Estados. A decisão foi tomada em 2013 e a justificativa para tamanha irresponsabilidade foi a tese de que os governadores teriam mais facilidade para investir do que a União, uma vez que não estão sob o escrutínio do TCU nem da imprensa. Liberados da obrigação em ano pré-eleitoral, governadores usaram a folga não para investir, mas para reajustar os salários dos funcionários públicos, relevantes formadores de opinião na socie...

Leandro Karnal - Fortes, só que não (repr.)

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COLUNISTA Leandro Karnal Conteúdo Exclusivo para Assinante Fortes, só que não Está na hora de repensar a educação masculina para que os homens sobrevivam 542             Leandro Karnal, O Estado de S. Paulo 06 Fevereiro 2019 | 02h00 A APA (American Psychological Association) lançou um texto com orientações especiais para práticas com homens e meninos (procurar na internet: APA Guidelines for Psychological Practice with Boys and Men. https://www.apa.org/about/policy/boys-men-practice-guidelines.pdf). Em um primeiro olhar, por que atenções especiais se o mundo é masculino?  Stephanie Pappas lembra (https://www.apa.org/monitor/2019/01/ce-corner.aspx) que 95,2% dos responsáveis pelas 500 maiores empresas monitoradas pela revista Fortune são homens. O Congresso dos EUA (legislação iniciada em 2017) tem apenas 19% de mulheres em sua composição. Definitivamente, ser homem não é algo a ser protegido...

O MEDO DE SER LIVRE PROVOCA O ORGULHO DE SER ESCRAVA

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Por   Erick Morais Há no homem um  desejo imenso pela liberdade, mas um medo ainda maior de vivê-la . Algo parecido disse Dostoiévski, ou talvez eu esteja dizendo algo parecido com o dito pelo escritor russo. No entanto, como seres significantes que somos,  analisamos as coisas sempre a partir de uma determinada perspectiva  e, assim,  passamos a atribuir-lhes valor.  Dessa maneira, até conceitos completamente opostos, como liberdade e escravidão, podem se confundir ou de acordo com o prisma de quem analisa, tornarem-se expressões sinônimas, como acontece no mundo distópico de George Orwell, 1984, em que um dos lemas do partido – “Escravidão é Liberdade” – é repetido à exaustão. Não à toa, as boas distopias têm como grande valor predizer o futuro. E em todas elas – 1984,  Admirável Mundo Novo,  Fahrenheit 451, Laranja Mecânica – há um ponto em comum: a liberdade dos indivíduos é tolhida e, consequentemente, converti...

A LIÇÃO DA VIGILÂNCIA

A LIÇÃO DA VIGILÂNCIA 1 Aproximando-se o termo de sua passagem pelos caminhos da Terra, reuniu Jesus os doze discípulos, com o fim de lhes consolidar nos corações os santificados princípios de sua doutrina de redenção. Naquele crepúsculo de ouro, por feliz coincidência, todos se achavam em Cesaréia de Filipe, onde a paisagem maravilhosa descansava sob as bênçãos do céu. Jesus fitou serenamente os companheiros e, ao cabo de longa conversação, em que lhes falara confidencialmente dos serviços grandiosos do futuro, perguntou com afetuoso interesse: - E que dizem os homens a meu respeito? De alguma sorte terão compreendido a substância de minhas pregações?! João respondeu que seus amigos o tinham na conta de Elias, que regressara ao cenário do mundo depois de se haver elevado ao céu num carro flamejante; Simão, o Zelote, relatou os dizeres de alguns habitantes de Tiberíades, que acreditavam ser o Mestre o mesmo João Batista ressuscitado; Tiago, filho de Cleofas, contou o que ouvi...

Os obstáculos que estão à nossa frente

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Os obstáculos que estão à nossa frente Existe um antigo conto sobre um rei cujo povo estava se mostrando indolente e arrogante. Insatisfeito com este estado de coisas, ele esperava lhes dar uma lição. Seu plano era simples: colocaria uma pedra bem grande no meio da estrada principal, bloqueando totalmente a entrada para a cidade. Depois se esconderia ali perto e observaria as reações dos súditos. Como reagiriam? Se juntariam para removê-la? Ou desanimariam, desistiriam e voltariam para casa? Cada vez mais decepcionado, o rei observou súdito após súdito deparar-se com o obstáculo e voltar atrás. Ou, na melhor das hipóteses, tentar sem muito entusiasmo antes de desistir. Muitos abertamente queixavam-se ou xingavam o rei, a sorte ou lamentavam a inconveniência, mas nenhum conseguiu fazer qualquer coisa a respeito. Passaram-se muitos dias até que um camponês solitário aproximouse a caminho da cidade. Ele não virou as costas. Pelo contrário, forçou e forçou, tentando tirar a ...

Quem lê, atenda

Quem lê, atenda “Quem lê, atenda.” - Jesus. (Mateus, 24:15.) Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento. Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas. Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida. O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas. Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivo-sas da fé renovadora. A recomendação de Jesus, no en...

BRILHE VOSSA LUZ (Emmanuel)

BRILHE VOSSA LUZ Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva . A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções . Mas ainda mesmo no terreno das emoções, cada espírito exige tipos especiais . Há SOFREDORES INVETERADOS que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se comprazem . Temos os IRONISTAS e caçadores de gargalhadas que apenas so-licitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam . Observamos os DISCUTIDORES que devoram páginas respeitá-veis, com o único objetivo de recolher contradições para susten-tarem polêmicas infindáveis . Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreesível ale...